Porque Deus não está interessado em nosso dinheiro
Todos afirmam que não podemos
viver sem ele, que ele é indispensável; e eu concordo com isso olhando desse
ponto de vista. Afinal, precisamos do básico para a nossa subsistência; como alimento,
moradia e vestimenta.
O problema disso se dá
quando os valores éticos e morais começam a sofrer “atropelamentos” por causa
de nossas vaidades. E o pior é que somos educados para viver nesse sistema
consumista e destruidor de vidas. Desde nossos primeiros passos somos impelidos
a sermos participantes de um jogo que não existe; a sermos perseguidores de
algo que nunca iremos alcançar, pelo menos não nas coisas profanas, comuns
dessa vida.
Sei que a maior parte das
pessoas que lerem essas palavras discordará, o que é um direito inato de todos
nós por conta da nossa capacidade de escolha. Mas eu proponho um versículo da
Palavra de Deus para a base dessa discussão.
(Não ajunteis tesouros na
terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e
roubam; Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração
Mateus 6: 19.21).
(O meu povo pereceu por lhes
faltar conhecimento. Oséias 4:6).
O meu protesto em forma de
reflexão é relacionado ao fato de a religião evangélica pentecostal do Brasil
estar tão envolvida com esse sistema de valores invertidos, que deixou de
valorizar as vidas de quem é adepto do evangelho; os cristãos.
Fomos depois da reforma do
século 16 os maiores críticos com relação aos abusos da igreja romana. Daí o
nosso título de protestantes. Hoje quatrocentos e tantos anos depois estamos
fazendo as mesmas coisas, só que usando uma roupagem diferente, outro rótulo;
vendemos as mesmas indulgências quando valorizamos as contribuições, os dízimos
e ofertas alçadas em nossos cultos, tanto quanto a salvação. Naquela época da
igreja romana por dinheiro vendia a liberdade dos espíritos dos “maus
cristãos”, que segundos os seus falsos ensinamentos eram aprisionados em um
lugar chamado “purgatório”; que era segundo eles uma prisão onde esses
espíritos ficavam e eram atormentados por causa de seus pecados, até terem a
sua liberdade comprada por familiares e amigos. Bem até aí tudo bem, afinal a
reforma aconteceu, hoje somos protestantes, não adoramos ídolos (será?),
sabemos que a salvação é pela graça (é?).
Eis a questão!
Porque temos que dar tanto
dinheiro para a instituição chamada “igreja” se Deus não precisa de dinheiro?
Os defensores da ideia do
dízimo dirão que o dízimo é uma ordenança, que remonta aos períodos
“Pré-Abraãmicos”, que Abraão por fé entregou o dízimo à Melquizedeque que era
um “tipo”(tipo de tipologia) de Cristo, que precisamos manter a instituição e
essa depende de dinheiro e blá,blá,blá.
Primeiro o dízimo não é uma
ordenança!
Existem duas ordenanças para a
igreja e são a “Santa Ceia do Senhor e o Batismo”. Para um entendimento melhor
dessas ordenanças é necessário um estudo prévio do assunto;
O dízimo é um pacto abraãmico;
sim isso é verdade, mas nós somos igreja, e não judeus (que são da linhagem de
Abraão). Logo não somos obrigados a observar esse “mandamento”.
Quanto ao fato de Melquisedeque
ser tipologia de Cristo; bem, Jesus “nunca” ensinou a ser dizimista! , Paulo em
suas epístolas ou cartas, também não mencionou o dízimo; nem Pedro, João, Judas,
e Tiago que são os demais autores do Novo Testamento, nenhum deles ensinou essa
prática tão disseminada hoje.
O que é interessante é o fato
de existir tantas religiões com nome de “cristãs” e quase todas divergem em
vários pontos da teologia; mas sobre o dízimo há um consenso quase que unânime.
Todas estão certas? Não! E isso é óbvio ao trazermos à luz o porquê dessa sede
por dinheiro.
Agora as instituições
logicamente precisam de dinheiro para sua subsistência; isso é fato. Não sou
contra esse tipo cooperação, isso eu entendo. Tem as despesas com a manutenção
do espaço usado para cultuar, o templo(que não é templo como erroneamente
é chamado por que nós é que somos o templo do Espírito!).
Mas será que o dinheiro
que é injetado nelas é usado para os fins sociais que Jesus tanto insistiu? Se
não porque contribuir? Só para manutenção não vai tanta grana.
Já sei! Pra dar mais conforto
ao “pastor” ou será mercenário a palavra correta? Sim porque o pastor tem que
dar a vida por suas ovelhas! Já o mercenário é apenas um trabalhador contratado
que não está nem aí pelo rebanho.
Mas e os “chefões” que andam
com suas pick’ups esbanjando luxo e “prosperidade” (detesto essa palavra por
causa da conotação que ela tem recebido nesses dias),e o pior é ainda tem a
coragem de chamar a igreja, nós no caso, de omissos por não darmos dinheiro pra
eles; quer dizer, pros pobres missionários que estão com fome e frio.
O que eu não entendo é o porquê
que eles não trabalham como nós. Outro dia o cara disse que “deus” o fez
abandonar o sonho de ser empresário (e olha que ele disse que tinha tudo pra
começar) para ser pastor. E o apóstolo Paulo que pregava sem ganhar salário?
Será que ele andava fora do propósito de Deus?
Obviamente que não. A questão é
que Paulo pregava por amor as almas e a Cristo. Esses caros pregam porque
gostam de um conforto; são tipo os nossos políticos, sombra e água fresca. Têm
coisa melhor? A minha critica nem é relacionada aos pastores, mas não tem
como deixar esse assunto em branco.
Por isso nós temos que nos
levantar e sair debaixo desse jugo pernicioso da servidão. Não foi para isso
que Deus nos chamou. Fomos chamados para sermos diferentes do sistema mundial,
desse sistema moldado pelas mãos do diabo. Nós vemos o diabo em coisas que ele
não está; e onde a cara dele está estampada a gente não vê! Ou o consumismo que
é o grande motivador dessa crise espiritual da igreja é de Deus? Vamos nos
acordar e deixar de seguir nesse caminho de falsas vantagens que temos andado. Será
que é tarde para mudarmos? Não é. Basta a gente voltar aos princípios ensinados
por Jesus e pelos apóstolos. A verdade é a bíblia, ela é o nosso manual de fé
nela está contido as palavras de vida eterna.
Resumindo Deus não precisa de
nosso dinheiro. Deus não precisa de nada, Ele é Deus, nem de nós pra
falar a verdade. Somos nós os necessitados e Ele, só nos usa porque nos ama. Do
contrário se Ele não nos amasse tanto como ama, serviríamos para que? Somos tão
imperfeitos, somos especialistas em magoar quem amamos e quem está próximo.
Eu não usei muitas referências
pra não alongar muito essa postagem. Mas você que conhece da bíblia de uma lida
na postagem e se alguma coisa estiver em desacordo com a palavra comente.
Estamos nesse mundo para
aprender; só não comente sem saber o que está escrevendo, e de preferência me
convença do meu erro;
Abraço.
Cledson Hoffer 15/10/12
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