sexta-feira, 26 de outubro de 2012



     
Porque Deus não está interessado em nosso dinheiro

     
Todos afirmam que não podemos viver sem ele, que ele é indispensável; e eu concordo com isso olhando desse ponto de vista. Afinal, precisamos do básico para a nossa subsistência; como alimento, moradia e vestimenta.
     O problema disso se dá quando os valores éticos e morais começam a sofrer “atropelamentos” por causa de nossas vaidades. E o pior é que somos educados para viver nesse sistema consumista e destruidor de vidas. Desde nossos primeiros passos somos impelidos a sermos participantes de um jogo que não existe; a sermos perseguidores de algo que nunca iremos alcançar, pelo menos não nas coisas profanas, comuns dessa vida.
Sei que a maior parte das pessoas que lerem essas palavras discordará, o que é um direito inato de todos nós por conta da nossa capacidade de escolha. Mas eu proponho um versículo da Palavra de Deus para a base dessa discussão.
(Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração Mateus 6: 19.21).
Essas são palavras verdadeiras, palavras de vida eterna, palavras que saíram da boca do próprio Deus; mas que são ignoradas pela  maioria esmagadora. O grande problema é a nossa pouca ou nenhuma instrução bíblica; o profeta Oséias deixou escritas essas palavras e elas são bastante usadas nos púlpitos quase sempre fora de contexto.
(O meu povo pereceu por lhes faltar conhecimento. Oséias 4:6).
O meu protesto em forma de reflexão é relacionado ao fato de a religião evangélica pentecostal do Brasil estar tão envolvida com esse sistema de valores invertidos, que deixou de valorizar as vidas de quem é adepto do evangelho; os cristãos.
Fomos depois da reforma do século 16 os maiores críticos com relação aos abusos da igreja romana. Daí o nosso título de protestantes. Hoje quatrocentos e tantos anos depois estamos fazendo as mesmas coisas, só que usando uma roupagem diferente, outro rótulo; vendemos as mesmas indulgências quando valorizamos as contribuições, os dízimos e ofertas alçadas em nossos cultos, tanto quanto a salvação. Naquela época da igreja romana por dinheiro vendia a liberdade dos espíritos dos “maus cristãos”, que segundos os seus falsos ensinamentos eram aprisionados em um lugar chamado “purgatório”; que era segundo eles uma prisão onde esses espíritos ficavam e eram atormentados por causa de seus pecados, até terem a sua liberdade comprada por familiares e amigos. Bem até aí tudo bem, afinal a reforma aconteceu, hoje somos protestantes, não adoramos ídolos (será?), sabemos que a salvação é pela graça (é?).
Eis a questão!
Porque temos que dar tanto dinheiro para a instituição chamada “igreja” se Deus não precisa de dinheiro?
Os defensores da ideia do dízimo dirão que o dízimo é uma ordenança, que remonta aos períodos “Pré-Abraãmicos”, que Abraão por fé entregou o dízimo à Melquizedeque que era um “tipo”(tipo de tipologia) de Cristo, que precisamos manter a instituição e essa depende de dinheiro e blá,blá,blá.
Primeiro o dízimo não é uma ordenança!
Existem duas ordenanças para a igreja e são a “Santa Ceia do Senhor e o Batismo”. Para um entendimento melhor dessas ordenanças é necessário um estudo prévio do assunto; 
Esse link remete à um estudo detalhado do assunto as ordenanças da igreja.
O dízimo é um pacto abraãmico; sim isso é verdade, mas nós somos igreja, e não judeus (que são da linhagem de Abraão). Logo não somos obrigados a observar esse “mandamento”.
Quanto ao fato de Melquisedeque ser tipologia de Cristo; bem, Jesus “nunca” ensinou a ser dizimista! , Paulo em suas epístolas ou cartas, também não mencionou o dízimo; nem Pedro, João, Judas, e Tiago que são os demais autores do Novo Testamento, nenhum deles ensinou essa prática tão disseminada hoje.
O que é interessante é o fato de existir tantas religiões com nome de “cristãs” e quase todas divergem em vários pontos da teologia; mas sobre o dízimo há um consenso quase que unânime. Todas estão certas? Não! E isso é óbvio ao trazermos à luz o porquê dessa sede por dinheiro.
Agora as instituições logicamente precisam de dinheiro para sua subsistência; isso é fato. Não sou contra esse tipo cooperação, isso eu entendo. Tem as despesas com a manutenção do espaço usado para cultuar, o templo(que não é templo como erroneamente é chamado por que nós é que somos o templo do Espírito!).
 Mas será que o dinheiro que é injetado nelas é usado para os fins sociais que Jesus tanto insistiu? Se não porque contribuir? Só para manutenção não vai tanta grana.
Já sei! Pra dar mais conforto ao “pastor” ou será mercenário a palavra correta? Sim porque o pastor tem que dar a vida por suas ovelhas! Já o mercenário é apenas um trabalhador contratado que não está nem aí pelo rebanho.
E aquele papo furado de contribuir com a missão porque têm missionários passando necessidade por nossa negligência em não contribuir? Sim têm muitos pra falar a verdade. Eu tenho amigos que vivem no campo missionário e recebem 620 reais como salário. Isso é vergonhoso não? Claro que é!
Mas e os “chefões” que andam com suas pick’ups esbanjando luxo e “prosperidade” (detesto essa palavra por causa da conotação que ela tem recebido nesses dias),e o pior é ainda tem a coragem de chamar a igreja, nós no caso, de omissos por não darmos dinheiro pra eles; quer dizer, pros pobres missionários que estão com fome e frio.
O que eu não entendo é o porquê que eles não trabalham como nós. Outro dia o cara disse que “deus” o fez abandonar o sonho de ser empresário (e olha que ele disse que tinha tudo pra começar) para ser pastor. E o apóstolo Paulo que pregava sem ganhar salário? Será que ele andava fora do propósito de Deus?
Obviamente que não. A questão é que Paulo pregava por amor as almas e a Cristo. Esses caros pregam porque gostam de um conforto; são tipo os nossos políticos, sombra e água fresca. Têm coisa melhor?  A minha critica nem é relacionada aos pastores, mas não tem como deixar esse assunto em branco.
Por isso nós temos que nos levantar e sair debaixo desse jugo pernicioso da servidão. Não foi para isso que Deus nos chamou. Fomos chamados para sermos diferentes do sistema mundial, desse sistema moldado pelas mãos do diabo. Nós vemos o diabo em coisas que ele não está; e onde a cara dele está estampada a gente não vê! Ou o consumismo que é o grande motivador dessa crise espiritual da igreja é de Deus? Vamos nos acordar e deixar de seguir nesse caminho de falsas vantagens que temos andado. Será que é tarde para mudarmos? Não é. Basta a gente voltar aos princípios ensinados por Jesus e pelos apóstolos. A verdade é a bíblia, ela é o nosso manual de fé nela está contido as palavras de vida eterna.
Resumindo Deus não precisa de nosso dinheiro. Deus não precisa  de nada, Ele é Deus, nem de nós pra falar a verdade. Somos nós os necessitados e Ele, só nos usa porque nos ama. Do contrário se Ele não nos amasse tanto como ama, serviríamos para que? Somos tão imperfeitos, somos especialistas em magoar quem amamos e quem está próximo.
Eu não usei muitas referências pra não alongar muito essa postagem. Mas você que conhece da bíblia de uma lida  na postagem e se alguma coisa estiver em desacordo com a palavra comente.
Estamos nesse mundo para aprender; só não comente sem saber o que está escrevendo, e de preferência me convença do meu erro;

Abraço.
Cledson Hoffer 15/10/12

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