quarta-feira, 31 de outubro de 2012


MARTINHO LUTERO - A REFORMA PROTESTANTE
"É preciso exortar os fiéis a entrarem no céu por meio de muitas tribulações, em vez de descansarem na segurança de uma falsa paz" 95ª tese.
Há 478 anos, no dia 31 de outubro de 1519, Martinho Lutero fixou suas famosas teses (total de 95) contra a venda de indulgências, na porta da Igreja Católica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, contrariando os interesses teológicos e, principalmente, econômicos da Igreja Católica. O impacto foi tamanho, que se comemora nessa data o início da Reforma Protestante.
Lutero não foi, como alguns pensam, o fundador de uma nova religião, o protestantismo. A Reforma Protestante, da qual foi impulsionador, foi além do movimento da libertação nacional, que resultou na formação de igrejas nacionais entre os anos de1517 a 1563. Foi, sem dúvida, o grande precursor da liberdade religiosa atual e quem mais contribuiu para um retorno do cristianismo às Escrituras.
Para não admitir suas falhas, são diversas as acusações da Igreja Católica a Lutero, de louco a rebelde orgulhoso.
A preparação para a Reforma
No decorrer dos séculos, desde os tempos de Cristo, tem havido um desvio daquilo que Jesus ensinou. Sempre se levantaram vozes em defesa da pureza do Evangelho.
Apesar do zelo, sempre existiram aqueles que se desviavam, trazendo para dentro da Igreja práticas de outras religiões. Esses desvios, a princípio em número reduzido, foram aumentando a ponto de paganizar a Igreja, transformando-a no que conhecemos hoje por Igreja Católica.
No começo, foi apenas a inclusão da hierarquia onde o papa era o líder supremo; depois vieram o batismo para a salvação, a adoração de santos, e outros, atingindo um patamar tal, que por volta do século XIV, a Igreja Católica estava completamente envolvida no paganismo. Daí a salvação passou a ser comercializada como qualquer outro objeto.
Enquanto o cristianismo romano se paganizava, muitas pessoas às quais o nome "cristão" fora negado, lutavam para que a Igreja retornasse aos princípios do Novo Testamento. Entretanto, ela já havia se institucionalizado, e esses reformadores passaram a ser acusados de hereges. Geralmente eram expulsos de suas congregações e perseguidos, pagando, muitas vezes com a vida, pelo zelo cristão.
Até o século XIV, os protestos dessas pessoas foram abafados; porém com o advento de uma nova mentalidade, que deu origem às transformações políticas, sociais, científicas, literárias e mais, foram sendo notados. Naquele período, as grandes descobertas marítimas, a invenção da imprensa, a descoberta do maravilhoso mundo clássico da literatura e arte, até então perdidos, produziram um despertar da natureza humana, que se processou de forma intensa e geral. Esse período ficou conhecido como Renascença, movimento que produziu a energia necessária para a revolução religiosa que se daria no século XVI.
O grande nome dessa revolução religiosa foi Martinho Lutero, monge agostiniano. que, revoltado contra a venda de indulgências, levantou a bandeira da liberdade religiosa frente à corrompida Igreja Católica.
Peregrinação espiritual
Lutero nasceu em 1483, em Eisleben, Alemanha, onde seu pai, de origem camponesa, trabalhava em minas. A sua infância não foi feliz. Seus pais eram extremamente severos. Durante toda a sua vida foi prisioneiro de períodos de depressão e angústia profunda, quando aspirava pela salvação de sua alma.
Em 1505, antes de completar 22 anos, ingressou - contra a vontade de seu pai, que sonhava com a carreira de advogado para ele - no mosteiro Agostinho de Erfurt. Dos motivos que o levaram a tal passo, esse acontecimento foi decisivo: duas semanas antes, quando sobremaneira o temor da morte e do inferno o afligia, prometeu a santa Ana caso se salvasse se tornaria um monge. Portanto, a razão principal, foi o seu interesse pela própria salvação.
Ingressou no mosteiro como filho fiel da Igreja no propósito de utilizar os meios de salvação que ela lhe oferecia e dos quais o mais seguro lhe parecia o monástico. Acreditava que, sendo um sacerdote, as boas obras e a confissão seriam as respostas para suas necessidades, almejadas desde a infância. Mas não bastava.
Embora tentasse ser um monge perfeito - repentinamente castigava seu corpo, a conselho de seu superior - tinha consciência de sua pecaminosidade e cada vez, por isso, tratava de sobrepor-se a ela. Porém, quanto mais lutava contra esse sentimento, mais se apercebia de que o pecado era muito mais poderoso do que ele.
Frente a essa situação desesperadora, o seu conselheiro espiritual recomendou que lesse as obras dos místicos, mas não adiantou; então, foi proposto que se preparasse para dirigir cursos sobre as Escrituras na Universidade de Wittenberg.
A grande descoberta
É certo que, quando se viu obrigado a preparar conferências sobre a Bíblia, Lutero começou a ver nelas uma possível resposta para suas angústias.
Em 1513, começou a dar aulas sobre Salmos, os quais interpretava cristologicamente. Neles, era Cristo quem falava. E assim, viu Cristo passando pelas angústias semelhantes às que passava. Esse foi o princípio de sua grande descoberta, que aconteceu provavelmente em 1515, quando começou a dar conferências sobre a Epístola aos Romanos. Lutero confessou que encontrou resposta para as suas dificuldades, no primeiro capítulo dessa Epístola.
Essa resposta, no entanto, não veio facilmente. Não ocorreu de um dia para outro. A grande descoberta foi precedida por uma grande luta e uma amarga angústia.
O texto básico é Romanos 1.17, no qual é dito que o Evangelho é a revelação da justiça de Deus, e era precisamente essa justiça que Lutero não podia tolerar e dizia que odiava a frase"justiça de Deus". Nela, esteve meditando dia e noite para compreender a relação entre as duas partes do versículo que diz "a justiça de Deus se revela no evangelho", e conclui dizendo que"o justo viverá pela fé".
O protesto
A resposta foi surpreendente. Lutero concluiu que a justiça de Deus, em Romanos 1.17. não se refere ao fato de que Deus castigue os pecadores, mas ao fato de que a justiça do justo não é obra sua, mas dom de Deus. Portanto, a justiça de Deus só tem quem vive pela fé: não porque seja em si mesmo justo ou porque Deus lhe dê esse dom, mas por causa da misericórdia de Deus que, gratuitamente, justifica o pecador desde que este creia.
A partir dessa descoberta, a justiça de Deus não passou mais a ser odiada; agora, ela tornou-se em uma frase doce para sua vida. Em conseqüência as Escrituras passaram a ter um novo sentido para ele. Inconformado com a Igreja Católica, Lutero compôs algumas teses, que deveriam servir como base para um debate acadêmico.
Naquele período, teve início, por ordem do papa Leão X, a venda de indulgências por Tetzel, através da qual o portador tinha a garantia de sua salvação. Não concordando com a exploração de seus compatriotas, Lutero fixou suas famosas 95 teses na porta da Igreja (local utilizado para colocar informações da universidade) do Castelo de Wittenberg.
As teses foram escritas acaloradamente com sentimento de indignação profunda, mas com todo o respaldo Bíblico. E além do mais. ao atacar a venda de indulgências, colocava em perigo os projetos dos exploradores, dentre eles, a ganância do papa Leão X em arrecadar dinheiro suficiente para terminar a construção da Basílica de São Pedro. Os impressos despertaram o povo e produziram um sentimento de patriotismo, o que facilitou a Reforma na Alemanha.
A importância de Lutero para o protestantismo moderno não deve ser esquecida. Foi ele quem teve mais sucesso na investida contra Roma. Foi ele o grande bandeirante da volta às Escrituras como regra de fé e prática. Foi um dos poucos homens que alterou profundamente a História do mundo. Através do seu exemplo, outras pessoas seguiram o caminho da Reforma em seus próprios países, e em poucos anos quase toda a Europa havia sido varrida pelos ventos reformadores.
Lutero foi responsável por três pontos básicos do protestantismo atual: a supremacia das Escrituras sobre a tradição; a supremacia da fé sobre as obras; e a supremacia do sacerdócio de cada cristão sobre o sacerdócio exclusivo de um líder. Humanamente falando, deve-se a Lutero um retomo à leitura da Bíblia.
A Contra-Reforma e os jesuítas
Lutero teve de enfrentar o tremendo poderio da Igreja Católica que, imediatamente organizou a Companhia de Jesus (jesuítas) para atacar a Reforma. Vide o juramento dos jesuítas (livro Congregacional de Relatórios, página 3.362) que em resumo, diz: "Prometo na presença de Deus e da Virgem Maria e de ti meu pai espiritual, superior da Ordem Geral dos Jesuítas... e pelas entranhas da Santíssima Virgem defender a doutrina contra os usurpadores protestantes, liberais e maçons sem hesitar. Prometo e declaro que farei e ensinarei a guerra lenta e secreta contra os hereges... tudo farei para extirpá-los da face da terra, não pouparei idade, nem sexo, nem cor... farei arruinar, extirpar, estrangular e queimar vivo esses hereges. Farei arrancar seus estômagos e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de suas crianças contra a parede a fim de extirpar a raça.
Quando não puder fazer isso publicamente usarei o veneno, a corda de estrangular, o laço, o punhal e a bala e chumbo.
Com este punhal molhado no meu sangue farei minha rubrica como testemunho! Se eu for falso ou perjuro, podem meus irmãos, os Soldados do Papa cortar mãos e pés, e minha garganta; minha barriga seja aberta e queimada com enxofre e que minha alma seja torturada pelos demônios para sempre no inferno!"
Preocupada em conter o avanço dessas ideias, a igreja Romana iniciou através do Tribunal da Santa Inquisição a perseguição mais infame e sangrenta da história, onde, no caso da França, numa única noite, chamada de "Noite de São Bartolomeu", três mil protestantes foram assassinados e seus corpos jogados nas ruas francesas, com as bênçãos católicas. Muitos jesuítas, tais quais espiões, levaram os ditos "hereges" às mais variadas torturas, até a morte

sexta-feira, 26 de outubro de 2012



     
Porque Deus não está interessado em nosso dinheiro

     
Todos afirmam que não podemos viver sem ele, que ele é indispensável; e eu concordo com isso olhando desse ponto de vista. Afinal, precisamos do básico para a nossa subsistência; como alimento, moradia e vestimenta.
     O problema disso se dá quando os valores éticos e morais começam a sofrer “atropelamentos” por causa de nossas vaidades. E o pior é que somos educados para viver nesse sistema consumista e destruidor de vidas. Desde nossos primeiros passos somos impelidos a sermos participantes de um jogo que não existe; a sermos perseguidores de algo que nunca iremos alcançar, pelo menos não nas coisas profanas, comuns dessa vida.
Sei que a maior parte das pessoas que lerem essas palavras discordará, o que é um direito inato de todos nós por conta da nossa capacidade de escolha. Mas eu proponho um versículo da Palavra de Deus para a base dessa discussão.
(Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração Mateus 6: 19.21).
Essas são palavras verdadeiras, palavras de vida eterna, palavras que saíram da boca do próprio Deus; mas que são ignoradas pela  maioria esmagadora. O grande problema é a nossa pouca ou nenhuma instrução bíblica; o profeta Oséias deixou escritas essas palavras e elas são bastante usadas nos púlpitos quase sempre fora de contexto.
(O meu povo pereceu por lhes faltar conhecimento. Oséias 4:6).
O meu protesto em forma de reflexão é relacionado ao fato de a religião evangélica pentecostal do Brasil estar tão envolvida com esse sistema de valores invertidos, que deixou de valorizar as vidas de quem é adepto do evangelho; os cristãos.
Fomos depois da reforma do século 16 os maiores críticos com relação aos abusos da igreja romana. Daí o nosso título de protestantes. Hoje quatrocentos e tantos anos depois estamos fazendo as mesmas coisas, só que usando uma roupagem diferente, outro rótulo; vendemos as mesmas indulgências quando valorizamos as contribuições, os dízimos e ofertas alçadas em nossos cultos, tanto quanto a salvação. Naquela época da igreja romana por dinheiro vendia a liberdade dos espíritos dos “maus cristãos”, que segundos os seus falsos ensinamentos eram aprisionados em um lugar chamado “purgatório”; que era segundo eles uma prisão onde esses espíritos ficavam e eram atormentados por causa de seus pecados, até terem a sua liberdade comprada por familiares e amigos. Bem até aí tudo bem, afinal a reforma aconteceu, hoje somos protestantes, não adoramos ídolos (será?), sabemos que a salvação é pela graça (é?).
Eis a questão!
Porque temos que dar tanto dinheiro para a instituição chamada “igreja” se Deus não precisa de dinheiro?
Os defensores da ideia do dízimo dirão que o dízimo é uma ordenança, que remonta aos períodos “Pré-Abraãmicos”, que Abraão por fé entregou o dízimo à Melquizedeque que era um “tipo”(tipo de tipologia) de Cristo, que precisamos manter a instituição e essa depende de dinheiro e blá,blá,blá.
Primeiro o dízimo não é uma ordenança!
Existem duas ordenanças para a igreja e são a “Santa Ceia do Senhor e o Batismo”. Para um entendimento melhor dessas ordenanças é necessário um estudo prévio do assunto; 
Esse link remete à um estudo detalhado do assunto as ordenanças da igreja.
O dízimo é um pacto abraãmico; sim isso é verdade, mas nós somos igreja, e não judeus (que são da linhagem de Abraão). Logo não somos obrigados a observar esse “mandamento”.
Quanto ao fato de Melquisedeque ser tipologia de Cristo; bem, Jesus “nunca” ensinou a ser dizimista! , Paulo em suas epístolas ou cartas, também não mencionou o dízimo; nem Pedro, João, Judas, e Tiago que são os demais autores do Novo Testamento, nenhum deles ensinou essa prática tão disseminada hoje.
O que é interessante é o fato de existir tantas religiões com nome de “cristãs” e quase todas divergem em vários pontos da teologia; mas sobre o dízimo há um consenso quase que unânime. Todas estão certas? Não! E isso é óbvio ao trazermos à luz o porquê dessa sede por dinheiro.
Agora as instituições logicamente precisam de dinheiro para sua subsistência; isso é fato. Não sou contra esse tipo cooperação, isso eu entendo. Tem as despesas com a manutenção do espaço usado para cultuar, o templo(que não é templo como erroneamente é chamado por que nós é que somos o templo do Espírito!).
 Mas será que o dinheiro que é injetado nelas é usado para os fins sociais que Jesus tanto insistiu? Se não porque contribuir? Só para manutenção não vai tanta grana.
Já sei! Pra dar mais conforto ao “pastor” ou será mercenário a palavra correta? Sim porque o pastor tem que dar a vida por suas ovelhas! Já o mercenário é apenas um trabalhador contratado que não está nem aí pelo rebanho.
E aquele papo furado de contribuir com a missão porque têm missionários passando necessidade por nossa negligência em não contribuir? Sim têm muitos pra falar a verdade. Eu tenho amigos que vivem no campo missionário e recebem 620 reais como salário. Isso é vergonhoso não? Claro que é!
Mas e os “chefões” que andam com suas pick’ups esbanjando luxo e “prosperidade” (detesto essa palavra por causa da conotação que ela tem recebido nesses dias),e o pior é ainda tem a coragem de chamar a igreja, nós no caso, de omissos por não darmos dinheiro pra eles; quer dizer, pros pobres missionários que estão com fome e frio.
O que eu não entendo é o porquê que eles não trabalham como nós. Outro dia o cara disse que “deus” o fez abandonar o sonho de ser empresário (e olha que ele disse que tinha tudo pra começar) para ser pastor. E o apóstolo Paulo que pregava sem ganhar salário? Será que ele andava fora do propósito de Deus?
Obviamente que não. A questão é que Paulo pregava por amor as almas e a Cristo. Esses caros pregam porque gostam de um conforto; são tipo os nossos políticos, sombra e água fresca. Têm coisa melhor?  A minha critica nem é relacionada aos pastores, mas não tem como deixar esse assunto em branco.
Por isso nós temos que nos levantar e sair debaixo desse jugo pernicioso da servidão. Não foi para isso que Deus nos chamou. Fomos chamados para sermos diferentes do sistema mundial, desse sistema moldado pelas mãos do diabo. Nós vemos o diabo em coisas que ele não está; e onde a cara dele está estampada a gente não vê! Ou o consumismo que é o grande motivador dessa crise espiritual da igreja é de Deus? Vamos nos acordar e deixar de seguir nesse caminho de falsas vantagens que temos andado. Será que é tarde para mudarmos? Não é. Basta a gente voltar aos princípios ensinados por Jesus e pelos apóstolos. A verdade é a bíblia, ela é o nosso manual de fé nela está contido as palavras de vida eterna.
Resumindo Deus não precisa de nosso dinheiro. Deus não precisa  de nada, Ele é Deus, nem de nós pra falar a verdade. Somos nós os necessitados e Ele, só nos usa porque nos ama. Do contrário se Ele não nos amasse tanto como ama, serviríamos para que? Somos tão imperfeitos, somos especialistas em magoar quem amamos e quem está próximo.
Eu não usei muitas referências pra não alongar muito essa postagem. Mas você que conhece da bíblia de uma lida  na postagem e se alguma coisa estiver em desacordo com a palavra comente.
Estamos nesse mundo para aprender; só não comente sem saber o que está escrevendo, e de preferência me convença do meu erro;

Abraço.
Cledson Hoffer 15/10/12

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pentecostalismo em Crise



                                                  O PENTECOSTALISMO EM CRISE


  Sou cristão desde criança;hoje com 27 anos,não lembro de ter vivido um tempo de crise religiosa como o atual.
Talvez alguém me pergunte do que estou falando,o que  estou chamando de crise,se existe de fato crise ou se eu estou em crise e insensível para o mover de Deus...
Mas vamos lá!
  O pentecostalismo brasileiro teve sua origem à mais ou menos 100 anos no Estado do Pará.Seus disseminadores foram dois suecos por nome de Gunnar Vingren e Daniel Berg;e tem muito material na internet sobre esses missionários que não farei relatos sobre eles.
O pentecostalismo é conhecido por dar ênfase aos sinais que Jesus falou.(Marcos 16:17
 E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;)
Até aí tudo bem;porque não tem como ser cristão e não crer nas palavras do Senhor.
  Os caros leitores devem estar se perguntando o que eu estou chamando de crise?
Pois bem.A igreja pentecostal teve o seu início bastante plausível;mas hoje a igreja pentecostal tem vivido um tempo de crise espiritual,teológica e de caráter.
   Posso falar abertamente do pentecostalismo por ter nascido nesse meio.Por esse motivo falarei do que tenho vivido na prática.
Desde 2008 eu comecei a prestar mais atenção no que se passava no ambiente  dos nossos cultos;na verdade nunca fui um cristão irracional,sempre tive "um pé atrás" com os chamados avivamentos da nossa denominação.
Uma vez em um culto um certo obreiro,"cheio do poder de deus"(deus mesmo!)começou a pular,fazer movimentos estranhos e falar numa língua inexistente.E acabou em um só golpe quebrando a lâmpada  e arrebentando o fio do microfone.
Foi nesse ambiente que aconteceram várias situações que para mim eram incômodas,mas para a maior parte da congregação era poder de "deus".
Aí eu me pergunto isso é de fato homens que dão espaço pra o Espírito Santo;ou é apenas emoção?
Eu não tenho medo de declarar hoje que àquilo era emoção...
Já presenciei curas que nunca existiram;o "pregador"declarou a irmãzinha coitada curada do câncer, mas ela morreu na outra semana.
O "curandeiro" disse que a perna do irmãozinho,que era deficiente,ia crescer e não cresceu.E muitas outras "balelas" que deixariam essa postagem difícil de ler.
Hoje tenho visto que a nossa preocupação em dar espaço à esses "moveres" acabou fazendo de nós cristãos"raquíticos e anêmicos .
Nossos cultos se tornaram reuniões voltadas totalmente ao homem,as músicas a mensagem e o culto em si é antropocêntrico.
O evangelho deve ser endereçado ao homem isso é fato.Mas não podemos tomar para nós o tempo do culto à Deus.
As músicas que mais tocam hoje são as que exaltam ao homem.As que trazem  "promessas" em suas letras,que elevam nosso ego,essas são as que  fazem "sucesso.
Já músicas que falam da grandeza do nosso Criador,do amor Dele,da sua beleza e atributos são deixadas de lado.
As reuniões que deveriam ser de ensino e meditação da Palavra;acabaram se transformando nos medíocres cultos da vitória.Igrejas lotadas para receberem uma palavra de "benção,vitória e prosperidade".
Campanhas,correntes e vigílias voltadas à prosperidade é o que dá lucro financeiro hoje.Pastores e pregadores vendendo a solução mágica,o elixir que acaba com os problemas da vida dos crentes que são viciados em promessas furadas.
Esse é o perfil do pentecostalismo brasileiro;se você tem dinheiro você é o cara,logo eles te põem em lugar de destaque,em um lugar bem visível para ser visto.Não demora pra você ser um presbítero,diácono,pastor...Não interessa o caráter!Não! Só interessa o teu bolso e a tua disposição em doar dinheiro pra instituição.
Estou decepcionado com  o pentecostalismo.Será que isso vai mudar?
E a Palavra do Senhor onde fica nisso tudo?

Essa é a minha reflexão,não é o meu ponto de vista.Porque ele não importa!
Isso que escrevi é a pura realidade dos fatos quando medidos na "balança da palavra".